GIGI CUNHA MADE IN AMAZÔNIA

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Graduada em Design de Moda no coração da Amazônia em sua cidade natal Manaus e graduada pelo Ciesa e pós graduada pela FAAP, se transformou em uma autoridade no mercado da moda da Amazônia. A empresária, influenciadora e Editora de estilo da revista mais influente da Amazônia harmoniza elegância e propósito, emergindo como uma voz poderosa e influente que representa as mulheres e os talentosos artesãos de sua região, elevando a cultura local a novos patamares de sofisticação.

Filha da funcionária municipal Dinalva Franco e do comerciante Jofre Xavier, e irmã do fundador da marca EM VISÃO e seu empresário, Jefferson Cunha, Gisely estreia hoje a nossa primeira capa digital da revista, que se tornou a mais influente da Amazônia no segmento de moda, entretenimento e valorização dos talentos regionais. Clicada pelo renomado e talentoso fotógrafo carioca Rafael Leal, que já capturou em suas lentes celebridades como Sheron Menezes, Carol Nakamura, Bernardo Velasco e Igor Cosso, entre outros.

Nesta entrevista ela fala de sua missão, voz e força e o seu maior projeto de vida, o Baile Amazônia. Confira tudo na integra:

O que significa ser mulher para você nos dias de hoje?
Ser mulher é ser real. É reconhecer nossas falhas sem perder a força, porque ninguém é perfeita. É parar de se cobrar tanto e confiar que tudo acontece no tempo de Deus.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Como você vê as mulheres ocupando posições de destaque e liderança, como você com a marca “EM VISÃO”, que atualmente tem repercussão nacional entre grandes agências e celebridades do show business?
Acredite sempre no seu sonho. As mulheres que marcaram suas histórias e conquistaram seu espaço chegaram lá porque, um dia, decidiram acreditar em si mesmas e na própria visão. Na Em Visão não foi diferente. São 23 anos de caminhada, construídos com superação, resistência e uma fé inabalável de que daria certo. Porque sempre acreditamos que um dia seria exatamente assim. A fé é um dos nossos pilares. Acreditar no seu sonho já é metade do caminho percorrido. Sempre estivemos à frente do nosso tempo. Se você assistir hoje a um vídeo da Em Visão de 15 anos atrás no YouTube, ele continua atual. Isso porque buscamos ser atemporais em um universo que se renova o tempo todo.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Qual segredo de realização?
Quando a narrativa é verdadeira, ela atravessa o tempo. E quando existe propósito, o sonho deixa de ser apenas sonho. Ele se torna história.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Como você descreveria sua transformação pessoal ao longo dos 23 anos de sua carreira na Amazônia? Quais foram os momentos mais significativos dessa jornada?
Ao longo desses 23 anos de carreira na Amazônia, minha maior transformação foi aprender que propósito, fé e perseverança constroem qualquer história. Sempre fui muito pé no chão e tive uma bússola muito clara. Minha mãe. Ela é uma mulher de fé, princípios e um caráter inabalável, e foi dela que veio a base de tudo que sou hoje.

Existem muitos momentos marcantes nessa trajetória, mas vou ser mais cirúrgica. Como boa ariana, direta e sincera: Nunca esqueço aconteceu há cerca de 14 anos, em um evento que realizamos no estande do Teresina 275. Eu e Jeffy passamos o dia inteiro no local, trabalhando para deixar tudo perfeito. De repente, caiu um verdadeiro dilúvio. A chuva era tão forte que eu pensei: ‘Hoje ninguém vai aparecer’. Mas Deus foi generoso. Cerca de duas horas antes do evento começar, a chuva simplesmente parou. E, pouco a pouco, o espaço começou a encher de gente linda, torcendo pelo sucesso da Em Visão. Foi um daqueles momentos que nos lembram por que nunca desistimos.
Hoje, olhando para trás, entendemos que cada desafio fez parte da construção dessa história.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Tem algo que pode pontuar neste sentido?
Sim! Conquistas históricas que jamais imaginávamos no início: fomos os únicos RPs e promoters a trabalhar para a Vogue e a aparecer na Forbes por meio do nosso conteúdo.

Isso me ensinou que quando existe fé, trabalho e verdade no que se faz, o sonho deixa de ser apenas sonho e ele se torna legado.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Quais foram os fundamentos que sustentaram a criação de uma história de trabalho tão inspiradora e inabalável como a sua que tem hoje a revista digital mais influente da Amazonia?
Os fundamentos sempre foram muito claros para mim: fazer tudo com amor, responsabilidade e entregar sempre o melhor. Quando você trabalha com propósito, entende que não existe plano B. Você faz dar certo no plano A. A Em Visão nasceu de um sonho, mas sempre foi construída com muita responsabilidade. Desde o início, tivemos o compromisso de contar histórias que realmente importam. Histórias de pessoas que transformaram suas trajetórias com trabalho, coragem e visão. Acreditamos muito no poder da inspiração. Quando alguém lê uma história de sucesso verdadeira, ela entende que também pode chegar lá. É assim que construímos nossa caminhada: com propósito, verdade e a missão de inspirar outras pessoas a acreditarem em seus próprios sonhos.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

O que representa para você ser um ícone e uma força viva na moda na sua Amazônia, e de que maneira isso se reflete em seu trabalho?
A minha missão como Embaixadora da Moda na Amazônia é fortificar as referências regionais, valorizando o trabalho das mulheres originárias e artesãs da nossa Amazônia. Assim, meu trabalho não só ganha personalidade, como também fortalece a economia circular da nossa região, mostrando que moda e propósito podem caminhar juntos.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

 

Você fez parte história da vinda do maior evento de moda do mundo para Amazônia, como o primeiro VFNO internacional da Vogue, fazendo parte de um marco histórico. Como foi fazer parte de tudo isso?
Realmente será para sempre um marco histórico, com a chegada do primeiro VFNO internacional da Vogue à Amazônia, foi a realização de um sonho. Especialmente pelo meu irmão Jefferson, que sempre sonhou em trabalhar com a Vogue. Sempre acreditei nele e apoiava seus passos, dizendo que um dia ele chegaria onde queria. Jeffy é um homem de fé, determinado e muito trabalhador, e essa conquista é fruto de anos de esforço, dedicação e trabalho conjunto. Estar nesse momento foi a prova de que sonhos, quando aliados a trabalho e propósito, se tornam realidade!

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Nestes 23 anos da “EM VISÃO”, como a revista tem contribuído para valorizar a cultura local e os talentos, além da história de mulheres empreendedoras amazônidas?
Nossa marca e veículo tem sido uma plataforma essencial para valorizar a cultura local e revelar talentos da região. Sempre buscamos destacar o trabalho de artistas de Parintins, promovendo desfiles que evidenciam nossos estilistas e artesãos locais. Além disso, geramos oportunidades de trabalho para maquiadores, fotógrafos, designers de moda, gráficas, setor de entretenimento, varejo e diversos profissionais criativos da Amazônia.
Eventos como o Baile da Amazônia e o Amazônia Fashion day reforçam ainda mais nosso compromisso em celebrar e fortalecer a cultura, a moda e o empreendedorismo amazônida, com um olhar especial para as histórias inspiradoras de mulheres empreendedoras da região.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Você poderia compartilhar uma história inspiradora de alguém que marcou sua trajetória ao longo desses anos de trabalho?
Ao longo da nossa caminhada, tive a honra de inspirar muitas pessoas através do nosso trabalho em conjunto. E essas são apenas algumas das muitas histórias reais que tenho a alegria de acompanhar cada uma com seu próprio aprendizado e magia. Um dos feitos e que ainda me toca até hoje é a de uma amiga que começou como nossa secretária e hoje mora fora do Brasil. Ela passou a acreditar mais em si mesma ao perceber o amor e a dedicação que colocamos em tudo o que fazemos. Às vezes, não imaginamos o quanto as pessoas nos observam e como podemos inspirá-las a trabalhar com paixão. Teve também a de uma secretária que trabalhava com parafusos em casa percebeu que seu potencial era gigantesco e conseguiu ir muito além do que imaginava e hoje é uma grande promoter de eventos direcionados. Essas histórias me mostram que o verdadeiro sucesso não é apenas sobre crescer individualmente, mas sobre ajudar as pessoas ao nosso redor a acreditarem em si mesmas e a realizarem seus sonhos. É isso que torna nosso trabalho tão valioso e transformador.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Com seu trabalho já inspirou também homens para o mundo da moda?
Sim! Teve um colaborador que era nosso motorista que estava envolvido com drogas reencontrou sua dignidade e confiança. Um vendedor das Lojas Americanas descobriu que poderia ir além e hoje é formado em marketing. Tem a de um amigo pessoal da família que virou jornalista e fomos na sua colação de grau e ele disse que este sonho começou na EM VISÃO, tem varias…

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Na sua perspectiva, quais foram os maiores destaques para estabelecer a revista como uma referência em histórias de sucesso da Amazônia para o mundo?
Na minha perspectiva, os maiores destaques para estabelecer a revista como referência em legados de sucesso estão na autenticidade e responsabilidade com que contamos cada trajetória. Sempre buscamos dar voz às pessoas, respeitando suas experiências e conquistas, especialmente da Amazônia e de outras regiões do mundo. Afinal, hoje todos somos globais, e cada história tem o poder de inspirar além das fronteiras.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Como idealizadora do maior Baile de Luxo e filantrópico da Amazônia, “O Baile da Amazônia” como você enxerga o futuro deste projeto e seu impacto na vida das pessoas?
O Baile da Amazônia não é só uma celebração de moda e luxo e responsabilidade social e sim um verdadeiro Agente de Transformação para as mulheres da Amazônia. Nosso objetivo é criar uma Fundação da Amazônia, que valorize o talento das mulheres artesãs da região, oferecendo oficinas de capacitação, apoio à produção de artesanato e joias, e garantindo qualidade e visibilidade às suas criações.

Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal
Gigi Cunha — Foto: Rafael Leal

Qual foi o número de arrecadação da ultima edição do Baile?
Triplicamos e chegamos há mais de três toneladas e queremos que o impacto do Baile vá muito além da alimentação e apoio imediato às comunidades. A ideia é estruturar cadeias de trabalho circulares, onde a produção artesanal gere renda, fortaleça a economia local e empodere essas mulheres em suas próprias comunidades. Cada peça criada, cada oficina oferecida, será uma oportunidade de transformar vidas e preservar a riqueza cultural da Amazônia, conectando tradição, arte e sustentabilidade.

Ele é mais um sonho real do Grupo EM VISÃO?
Sim! Nosso sonho é que “O Baile da Amazônia” não seja apenas um evento de luxo, mas uma plataforma de transformação social e econômica, mostrando ao mundo o valor e a força das mulheres amazônicas.

Que mensagem você gostaria de deixar para os novos talentos que aspiram entrar na indústria da moda e do show business na Amazônia?
Acredite no seu potencial, mesmo quando ninguém mais acreditar. Sua coragem e autenticidade são a chave para transformar sonhos em realidade.

Cite algumas mulheres que, na sua visão, contribuíram significativamente para o mercado e a posição social da moda em sua terra.
Aaaaah Temos tantas mulheres transformadoras nesta cadeia… Mais vou citar Rita Prossi, estilista de biojóias, cria peças únicas que conectam moda e sustentabilidade. Bruna Paes é uma mulher incrível, criou meu ultimo vestido para o Baile do BB e acabou de inaugurar uma Maison no centro da cidade no coração da Amazônia em Manaus. Natural de Manaus, ela mostra que a cidade também tem alta costura estilosa e cheia de personalidade. Sou super fã do talento dela. Taiko Nakajima que traz a moda dando continuidade ao legado de sua inesquecível mãe Fátima Nakajima, Letícia Topdjian que é ponte de aproximação e acessibilidade das tendencias mundiais com sua Maison Casa 40 para o público nortista e mantem vivo também o legado do ícone que foi sua mãe Cris Topdjian.

Não posso deixar de citar meu amigo John Giannini, Eglisson Gomez, Robson Freitas, Renata Sampaio, Flor Silva e Jessilda Furtado, idealizadora do Amazon Poranga Fashion, que amplia visibilidade e oportunidades para a moda autoral amazônica. Tailko NaReby Ferreira e Seanny Oliveira, do MI Moda Indígena, transformam tradição em design contemporâneo e levam nossa cultura às passarelas nacionais e internacionais.

O que significa luxo para você?
Ter saúde.

Ter estilo é?
Saber que menos é mais. Uma calça jeans impecável, um scarpin sofisticado e uma camisa social branca dizem mais do que qualquer tendência: elegância é atitude, confiança e autenticidade em cada gesto.

Quem te inspira?
Minha mãe, por sua sabedoria. No universo da moda, Carolina Herrera: uma mulher que deixou seu país, acreditou em si mesma e se tornou um ícone mundial.

O que significa ter fé?
Fé transforma vidas. Deus é gigante, com Ele tudo é possível. Ele muda diagnósticos.