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DICAS DE MANAUS – MUSEU DO SERINGAL E PRAIA DA LUA

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Uma dica de passeio duplo para fazer em Manaus no mesmo dia é visitar o Museu do Seringal e a Praia da Lua.

Museu do Seringal foi construído para ser o cenário do filme ‘A Selva’ estrelado por Maitê Proença e reproduz fielmente um seringal que existiu de verdade em Humaitá, no Amazonas.

Conhecer o museu é fazer uma viagem para os áureos tempos do Ciclo da Borracha e conhecer um pouco sobre o modo de vida dos trabalhadores do seringal.

 

O Ciclo da Borracha foi um período de grande importância econômica para o país, devido à comercialização da borracha, produzida a partir do látex retirado das árvores seringueiras existentes na região Amazônica. Esse momento contribuiu muito para o desenvolvimento das cidades das cidades do Norte do país, Manaus, Belém e Porto Velho.

Como chegar

O Museu do Seringal está localizado no Igarapé São João em Vila Paraíso.

A única forma de chegar ao Museu do Seringal é de barco e a viagem até lá é um passeio maravilhoso, passando por lindas paisagens, muito verde e a imensidão do Rio.

 

Os barcos saem da Marina do Davi, no final da Praia de Ponta Negra. São cerca de 25 minutos de viagem e o barco vai parando em vários pontos para desembarque de passageiros.

De ônibus basta pegar o número 120, o ponto final da linha é ao lado da Marina do Davi.

Como é o Museu do Seringal

A visita guiada dura 1 hora e o ideal é chegar até às 15h para conseguir fazer um tour completo porque o Museu fecha pontualmente às 16h.

A entrada custa 5 reais. Lá não tem restaurante, nem lanchonete, então compre sua bebida e lanche antes de ir pra lá. Dá pra comprar alguma coisinha nos arredores da Marina do Davi.

A visita guiada começa dentro da Casa do Barão, um casarão todo mobiliado com móveis e objetos de decoração daquela época, como vasos chineses, candelabros de prata, relógios suíços, piano, gramofone.


A casa possuía tudo de mais moderno nos padrões da época e mostra a riqueza e poder do barão.


O quarto com objetos pessoais dos moradores.


A cozinha era grande com fogão à lenha e vários utensílios.


Do lado de fora uma ampla varanda com uma linda vista no fundo.

A guia vai contando a história dos moradores, o barão Juca Tristão, sua filha, dona Iaiá, e o escritor português José Maria Ferreira de Castro, que veio para trabalhar como escrivão, mas acabou sendo colocado para trabalhar no seringal e passou a morar na casa também.

Como bom escritor, Ferreira de Castro relatou toda sua experiência no seringal no livro “A Selva”, que mais tarde deu origem ao filme de mesmo nome, que já estou louca pra assistir.

A visita continua pelo Barracão de aviamento, que era o lugar onde os seringueiros compravam seus equipamentos para conseguirem trabalhar e também seu alimento.

A maioria dos seringueiros eram nordestinos que fugiam da seca pensando que o seringal era a solução dos seus problemas e iludidos de que enriqueceriam aqui. Mas a realidade era totalmente diferente. Eles já chegavam endividados pelos gastos da passagem, alimentação e moradia e tinham que trabalhar muito para pagar a dívida, que só aumentava a cada dia, num sistema análogo à escravidão.

A meta de produção do seringueiro naquela época era de 50 quilos de borracha por semana. Se não atingissem a meta não podiam retirar sua comida. Quem não conseguia os 50 quilos de borracha, ficava endividado.

Em seguida continuamos até a casa de banho, onde foi filmada a cena da Maitê Proença tomando banho. Nessa hora a guia nos conta o significado do verbo brechar, que é olhar pelas brechas, uma coisa que o português fazia muito quando a Dona Iaiá tomava banho, rsrs.

Logo após fomos conhecer a capela de Nossa Senhora da Conceição, local onde os seringueiros rezavam para ter uma vida melhor.

A visita continua até o local das imponentes árvores seringueiras, geradoras de toda essa história. É a partir delas que o látex é extraído para confecção da borracha. A guia mostra como era feita a retirada do látex e as marcas dos cortes da seringueira.

Logo após fomos até o local para onde é trazido o látex para sofrer o processo de defumação e se transformar em borracha.

A fumaça do processo de defumação provocava muitas doenças nos seringueiros que a inalavam. Muitos ficavam cegos e muitos morriam de tuberculose.

Cemitério onde eram enterrados os seringueiros que morriam no trabalho.

Perto dali ficava a Casa do Seringueiro de confiança do barão, uma casinha bem humilde feita de palha e um único cômodo com uma cama, um contraste entre a riqueza do barão e a pobreza dos seringueiros.

A visita termina na Casa da farinha, local onde a mandioca era ralada e prensada.

O ciclo da borracha teve seu fim após algumas mudas de seringueiras terem sido contrabandeadas por um inglês e plantadas na Malásia. A partir de 1912 as primeiras mudas da Malásia começavam a dar produção e o mundo recebia então uma borracha muito mais barata do que a nossa.

Dica de Manaus – Praia da Lua

A visita ao Museu do Seringal pode ser combinada com a Praia da Lua, uma praia de rio perto dali, ótima para refrescar o calor.

Basta pegar o barco e pedir para desembarcar na Praia da Lua.

A Praia da Lua é uma praia fluvial localizada na margem esquerda do Rio Negro, a 23 quilômetros de Manaus.

O acesso é feito por meio de barcos e lanchas que saem da Marina do Davi.

Seu nome deriva do formato da praia, que se parece com a lua em quarto crescente.

O local conta com infraestrutura de barracas e quiosque.

Caminhar pelas instalações do Museu do Seringal é a melhor forma de aprender sobre esse período importante da nossa história. E o melhor é poder tomar um banho refrescante na Praia da Lua depois do passeio.

Informações Museu do Seringal

Funcionamento: Terça a Domingo, das 08h às 16h.

Entrada: R$5,00 por pessoa.

Saídas das embarcações na Marina do Davi

Por: Dayana Souza

Fonte: http://www.seguindoviagem.com

 

 

 

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