Determinação para atingir o topo

Ousar, estar entre os melhores, fazer a diferença e principalmente, ser justo! Os genes do direito algumas vezes simplesmente nascem em certas pessoas. Sem nenhuma influência de família, amigos ou qualquer contato  anterior próximo que tenha sido fator influenciador, certas pessoas realmente nasceram para certas coisas e em alguns casos, nasceram para marcar a história. O mercado de quem trilha os passos do direito muitas vezes é bastante concorrido, muitos profissionais se formam nesta área com diversos intuitos, porém poucos se destacam entre seus pares. Regina Costa de Almeida com absoluta certeza nasceu para estar no topo! Quem não se recorda do “Caso Deurick”? A justiça falou mais alto pelas mãos desta Procuradora que mostrou para que veio. Formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), ela possui uma vasta experiência em sua carreira profissional, ao ponto de hoje ocupar um dos cargos mais cobiçados entre os operadores do direito: está no quadro de advogados do poderoso Grupo Baltazar. Com um currículo invejável e fazendo parte há bastante tempo do mais alto ciclo social da cidade, ela compartilhou com os leitores da Em Visão um pouco de sua experiência e alguns conselhos para também estar entre os melhores. Confira:

Regina, como foi sua formação para chegar neste patamar?

Minha formação foi na Universidade Federaldo Amazonas.Depois de formada trabalhei em vários escritórios, até me tornar Procuradora do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas, com destaque para o “Caso Deurick”, onde foi paralisado por mim o Campeonato Amazonense de Futebol em 2009, o que deu ascensão ao meu nome. Hoje faço parte há 7 anos do quadro de advogados de uma das maiores potências do Transporte Coletivo do Brasil, o chamado Grupo Baltazar com a tão disputada vaga, devo o meu ingresso à Ilustre advogada Joselma Rodrigues.

De onde vêm seus genes do direito?

Foi um processo natural, e, por isso, muito prazeroso. Não tive dúvidas que queria seguir a carreira jurídica. Sem nenhuma identidade na família busquei meu próprio caminho. Com o tempo fui sentindo mais confiança na minha atuação e surgiu a vontade de trilhar novos caminhos no Direito, pois eu já tinha uma base bem consolidada com o trabalho em diversos escritórios pelos quais passei. Acredito que esse perfil de desafiar novos caminhos, adquirido com o tempo, é uma herança que me permitiu conquistar meu próprio espaço. A minha coragem foi essencial no inicio da carreira para atuar em uma área sem representação, que ousei ao aliar em um mesmo negócio, a expertise adquirida no ramo jurídico e a familiaridade com o mercado de alto padrão, por frequentar eventos direcionados à um público sofisticado de jovens e grandes empresários.

O direito do próximo começa aonde termina o meu?

Devemos respeitar o espaço e os direitos alheios, da mesma maneira que queremos que os nossos sejam respeitados. E isso é algo que realmente há de ser observado, mas infelizmente não é, pois frequentemente estamos dando palpites sobre como alguém deve conduzir sua vida, ou dizendo que o outro deve seguir nossa maneira de pensar, e na verdade, não é nada disso. Da mesma maneira como não gostamos de interferências em nossas vidas, assim devemos agir para com os outros. Respeitando-os seja qual for sua opção de vida. Evitando-os se seu modus vivendi não nos for conveniente, pois assim como respeitamos, também queremos ser respeitados. Podemos não concordar com certas atitudes de alguém, mas não temos o direito de condenar.

Como você enxerga o crescimento cada vez maior da procura pelo curso de Direito?

O elevado número, de faculdade de Direito de pouca qualidade no nosso País, a ineficácia dos órgãos governamentais e da OAB em fiscalizar o ensino e a atividade advocatícia e a conveniência do Poder Judiciário com essa situação, contribuem com as condições pouco saudáveis para a Justiça e a sociedade brasileira. O fato é que a educação superior brasileira se transformou em uma grande indústria. Para solucionar essa questão, incialmente a OAB deveria aplicar as sanções previstas em seu Estatuto com maior rigor, punindo aqueles que demonstram inépcia profissional. O mecanismo legal já existe, exigindo inclusive a prestação de novas provas de habilitação para o retorno do advogado à atividade.

Quais são as qualidades para ser um bom profissional do Direito?

A vida só tem um sentido, e o único sentido que ela tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa. Desempenhando com clareza, franqueza e dedicação aquilo que se faz, dentro do que você acredita.

Sendo uma profissional desta área, onde homens e mulheres disputam hoje em dia em patamares iguais, qual é a sua visão a respeito disso?

Em troca de definições pré-estabelecidas, adotaria as concepções comuns a todos os seres humanos, homens e mulheres, tais como fortes e fracos, emotivos e racionais, autônomos e dependentes, inteligentes e capazes.

Com essa visão, se destacaria a ocupação mútua tanto do espaço público como do privado, ai chegaríamos à conclusão que a disputa, muitas vezes saudável, se define no reconhecimento profissional. Porém, o sucesso é perigoso, e o julgamento é furioso e temeroso da concorrência trazida pelo livre mercado.

Direito para você é:

Não vou definir o direito em si, mas a pessoa do direito “o Advogado”, que é o ser que traz ao mundo jurídico e prático, o ideal da aplicação estatal juridicamente convencida. É alguém que não tem poder estatal, mas tem ministério conferido pela Constituição, para provocar a Jurisdição e fazer com que o Estado haja da forma que pretende. Quem convence o Estado a tomar decisões necessárias e legais, o que ocorre diariamente em nossos Tribunais nas manifestações do estado-Juiz, que profere decisões a maioria das vezes procedidas de instrumentos de convencimento levados a efeito pela técnica jurídica de um advogado. Esse é o direito propriamente dito.

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