
- Em um cenário onde a presença feminina ganha cada vez mais protagonismo, qual foi o momento decisivo da sua trajetória que consolidou sua força e identidade como mulher de sucesso?
“Acho que não foi um único momento, mas a soma deles, principalmente os que vieram acompanhados de medo e dúvida. Empreender, tomar decisões importantes e sustentar minhas escolhas mesmo quando nem todo mundo entendia foi transformador. Mas, sem dúvida, a maternidade também mudou tudo em mim. Ela me fez acessar uma força que eu nem sabia que existia. Foi quando eu entendi que ser uma mulher de sucesso não é sobre reconhecimento externo, é sobre coerência com quem você é e coragem para sustentar isso todos os dias.” - O Dia Internacional da Mulher também é sobre legado. Que marca você deseja deixar para as próximas gerações de mulheres que acompanham sua história e se inspiram na sua caminhada?
“Eu quero deixar como legado a ideia de que é possível construir uma trajetória com autenticidade. Que não existe um único modelo de mulher forte. Você pode ser sensível e firme, pode ser mãe e ambiciosa, pode mudar de rota quantas vezes for necessário. Quero que as mulheres que me acompanham entendam que elas não precisam se encaixar em expectativas externas, elas podem criar o próprio caminho. E, principalmente, que nunca caminhem sozinhas. A gente cresce muito mais quando cresce junto.” - Entre desafios, superações e conquistas, o que ainda precisa evoluir para que mulheres ocupem espaços de poder com naturalidade, respeito e igualdade plena?
“Ainda precisamos normalizar a liderança feminina. Uma mulher firme ainda é vista como “difícil”, enquanto um homem na mesma posição é visto como forte. Precisamos quebrar esses rótulos de uma vez por todas. Também é fundamental ampliar o acesso, à educação, à informação, a oportunidades reais. Igualdade não é discurso, é prática diária. E começa quando a gente questiona padrões e abre espaço para mais mulheres sentarem à mesa de decisão.” - Somos a revista mais influente da Amazônia. Qual mensagem você deixa para as mulheres amazônicas?
“Às mulheres amazônicas, eu deixo minha admiração profunda. Vocês carregam uma força que nasce da própria terra, resiliente, potente e cheia de identidade. Que vocês nunca duvidem da importância da própria voz. O mundo precisa ouvir as histórias que nascem aí, precisa conhecer a cultura, a coragem e a sensibilidade de vocês. Que vocês ocupem todos os espaços que desejarem, sem pedir licença, mas também sem perder a essência. Ser mulher é ser coração e coragem ao mesmo tempo, e isso vocês já são.”


