
As vezes nos deparamos com uma vontade de querer controlar a nossa respiração, seja para sentir ou evitar determinados cheiros ou simplesmente para ter a sensação de plenitude da ventilação pulmonar. Apesar de ser um processo autônomo, essas situações podem ser influenciadas pela nossa saúde mental.
A sensação de falta de ar, também chamada de dispneia, pode ser percebida como um aperto no peito, respiração curta, que não consegue encher bem os pulmões, ou uma sensação de peso no peito, e as vezes pode estar acompanhada com tontura, chiado torácico e tosse.
Em algumas circunstâncias, crises relacionadas a ansiedade ou depressão podem gerar essas sensações, ou seja, a falta de ar pode ser um sintoma relacionado a essas doenças. E muitas vezes na tentativa de tentar descobrir a causa da dispneia, o paciente acaba realizando diversos exames para descartar algo no pulmão/coração e não se atentam a questões emocionais.
Nas crises, devido ao ciclo respiratório mais rápido, e a ocorrência de maior eliminação do gás carbônico do organismo, o próprio corpo ao perceber essa mudança, pode acentuar sintomas de tontura, sudorese em mãos e pés, formigamento em extremidades, das mãos e pés, e na região da boca, dentre outros sintomas.
Nessas situações, é importante procurar ajuda profissional. Aprender técnicas de relaxamento e controlar o ciclo respiratório de maneira objetiva também pode auxiliar no melhor controle dos sintomas.
Cuidar da saúde emocional e mental, ajuda no processo do ciclo respiratório, colaborando assim para nossa saúde respiratória! Respire bem para seu bem estar físico e emocional.
Por Gilson Martins
Pneumologista e Médico do Sono (RQE 3608/ 3710)
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