Em nome do bem!

Fazer chegar a justiça a um maior número de brasileiros é a responsabilidade e o dia a dia dos operadores do direito, porém quando esta realidade é composta de cidadãos que não possuem condições financeiras de recorrer ao direito privado, fazer o bem se torna gratificante. O caminho a ser trilhado não é fácil, muita dedicação e estudo são exigidos para se tornar um Defensor Público. Abdicações na vida pessoal são necessárias. Para nos contar um pouco sobre essa experiência estivemos com a Defensora Pública Flávia Lopes. Ela é natural do Rio de Janeiro, apaixonada pelo direito e orgulha-se de poder contribuir com a função social do estado. Acredita que sacrifícios valem a pena para chegar a auto realização profissional. Apesar de tanto trabalho ainda consegue viajar e praticar atividades físicas diárias. Confira:

Qual foi a sua motivação para querer ser uma Defensora Pública?

A função social, característica dessa carreira, chamou-me a atenção. É muito gratificante você poder ajudar os menos favorecidos, e engrandecedor para mim, poder fazer o bem diariamente. Ademais, ao tratar da Defensoria Pública, a Constituição Federal garantiu a prestação da assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. Como essa assistência jurídica abrange não só a propositura de ação judicial, como também esclarecimento de direitos, e orientação quanto às providências necessárias à composição extrajudicial de interesses em conflito, acaba tendo um resultado prático muito efetivo, o que me atraiu bastante.

Sabemos que é um concurso muito difícil e que com certeza exige muito preparo e dedicação.

Você teve que abdicar um pouco do lazer e da vida pessoal para estudar para o concurso?

Sim, foi  uma cansativa rotina diária de estudos que acabava por diminuir bastante as reuniões familiares, as diversões e a companhia das pessoas que amo, mas que valeu muito a pena, pois acabei sendo agraciada com o primeiro lugar no concurso, e obtendo a porta de entrada para a minha realização profissional.

Em que parte do direito especificamente atua na defensoria?

Na Defensoria Pública Forense Criminal de 2.º grau, elaborando recursos para os Tribunais Superiores, fazendo acompanhamento dos que tramitam no Tribunal de Justiça do Amazonas, bem como processos de competência originária do referido Tribunal.

Atualmente quais são as maiores dificuldades que você enfrenta na luta pela justiça?

O fato de que as pessoas ainda tem muito preconceito com a defesa dos direitos humanos e, por vezes, enxergam a pessoa que defende um acusado de um crime como se concordasse com aquilo. Esquecem-se, no entanto, que o resguardo aos direitos fundamentais daquele réu nada mais são do que o cumprimento de garantias constitucionais de de todos nós.

Qual é o seu conselho para quem pretende seguir nesta área? 

Muita dedicação, em especial na área criminal, ser bastante técnico, afastando as emoções.

Agora falando um pouco da pessoa Flávia. O que costuma fazer para liberar o estresse do dia a dia?

Academia, viagens, sou apaixonada pelo Rio de Janeiro – onde nasci, e por Nova York, meus cachorros, vinho e chocolate (risos).

Com a vida atribulada como faz para conciliar sua vida pessoal e profissional?

Na questão profissional, conto com a ajuda de minha assessora que é um anjo em minha vida. Além disso, procuro traçar metas em um checklist diário, e tento conseguir cumpri-las sem abrir mão de alimentar-me adequadamente e fazer uma atividade física.

Encontre:

Defensoria Pública atuante junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas

Edifício Arnoldo Péres, 1.º andar Aleixo.

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