Em um cenário onde a presença feminina ganha cada vez mais protagonismo, qual foi o momento decisivo da sua trajetória que consolidou sua força e identidade como mulher de sucesso?
“Acredito que meu momento decisivo foi quando entendi que não precisava me adaptar a um modelo de liderança pré-existente para ser respeitada. No ambiente empresarial, muitas vezes esperamos validação para ocupar espaços, e a virada de chave para mim foi assumir minha visão estratégica com segurança, mesmo em cenários majoritariamente masculinos. Quando você percebe que competência não tem gênero e passa a agir com essa convicção, sua identidade se consolida. Ali eu entendi que não estava apenas construindo negócios, estava construindo representatividade.”
O Dia Internacional da Mulher também é sobre legado. Que marca você deseja deixar para as próximas gerações de mulheres que acompanham sua história e se inspiram na sua caminhada? “Eu quero deixar um legado de expansão. De mostrar que mulheres podem, e devem, ocupar espaços de decisão, comandar grandes projetos, liderar equipes e movimentar economias. Mas, além disso, quero deixar a mensagem de que é possível fazer isso com inteligência emocional, visão de longo prazo e colaboração. Sucesso, para mim, não é individual. É estrutural. Se a minha trajetória puder inspirar outras mulheres a pensarem grande e a não pedirem desculpas por isso, já terá valido a pena.”
Entre desafios, superações e conquistas, o que ainda precisa evoluir para que mulheres ocupem espaços de poder com naturalidade, respeito e igualdade plena? “Precisamos naturalizar a liderança feminina. Ainda existe um olhar mais crítico, uma cobrança maior e uma expectativa diferente quando a liderança é exercida por uma mulher. Além disso, é essencial ampliar o acesso a capital, redes de contato e oportunidades estratégicas. Igualdade não acontece apenas com boas intenções, ela exige políticas internas, mudanças culturais e decisões conscientes dentro das empresas. Quando a diversidade deixa de ser pauta e passa a ser prática, o cenário muda de verdade.”
Somos a revista mais influente da Amazônia. Qual mensagem você deixa para as mulheres amazônicas? “Às mulheres amazônicas, eu deixo uma mensagem de protagonismo. Vocês carregam uma força cultural, econômica e simbólica imensa. Que vocês reconheçam o próprio valor e ocupem espaços de liderança em todas as áreas, do empreendedorismo à política, da cultura aos negócios. O Brasil é plural, e o futuro precisa refletir essa pluralidade. Ser mulher é ser potência em construção constante, e essa construção começa com a decisão de não se limitar.”