Eduardo Papel, Leo Sanchez e Chico Lowndes - Foto: divulgação.

Eduardo Papel, Leo Sanchez e Chico Lowndes - Foto: divulgação.

CENTRAL ressignifica patrimônio histórico no centro de São Paulo

Edifício tombado, localizado no centro da capital paulista, reabre suas portas.

O prédio icônico localizado na Praça da Bandeira, Bela Vista, traz um novo polo de inovação e cultura para a cidade de São Paulo. Batizado de Central, o empreendimento é comandado pelos empresários Chico Lowndes, Leo Sanchez e Eduardo Papel. Com o propósito de se tornar um agente de transformação, a novidade está preparada para receber eventos diversos, como festas, shows, talks, exposições, feiras criativas, ativações customizadas de marcas contando com infraestrutura completa em seus 2.000 m² de área construída.

O edifício faz parte da história do centro da capital paulista. A São Paulo Tramway, Light and Power Company, mais conhecida como Light, chegou a São Paulo para construir a Usina Hidrelétrica Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, inaugurada em 1901. Após a instalação da usina, a Light entrou em expansão, com a iluminação elétrica da cidade e os bondes elétricos. Esse crescimento levou a construção pelos ingleses em 1926, na então Rua Riachuelo, a Subestação Riachuelo; a energia que ali era transformada era utilizada em toda a cidade para iluminar postes do centro e mover o transporte público da Praça da Bandeira.

Tombado e protegido pela Prefeitura e Estado de São Paulo como patrimônio cultural, o imóvel está localizado em um ponto geográfico estratégico, estando no cerne de um dos principais spots e entroncamento da cidade, atraindo diferentes audiências. “Queremos implodir os limites das bolhas sociais abrindo as portas deste espaço físico. Precisamos recuperar o entusiasmo como ingrediente de resistência e criatividade. No entanto, este trabalho não é fácil. A cultura foi um dos setores que mais sofreu com a pandemia. É preciso que seja feito um trabalho de apoio, e fomento que distribua oportunidades de visibilidade e acolhimento” comentam Chico Lowndes, sócios do Central 1926.

Com um projeto arquitetônico único, a edificação foi restaurada com objetivo de ressignificar a história do local. Com capacidade para receber 1.200 pessoas, o espaço conta com três andares, podendo ser usados separadamente. O empreendimento conta ainda com ar condicionado central, internet banda larga dedicada, projeto acústico, sistema de som e luz de última geração e um dos melhores estúdios de gravação da América Latina, tendo recebido grandes nomes da música brasileira como Elza Soares, Baiana System, Tulipa Ruiz e Emicida.

“O Central mantém uma plataforma de produção de eventos e conteúdos proprietários, onde diversidade e inclusão são pilares, abrindo espaço para novas manifestações e incentivando novos talentos, como a produtora e DJ Sophia e o crew BRIME. A diversidade fica explícita quando são realizadas festas privadas exclusivas, ao mesmo tempo em que apresentamos shows independentes e fechamos parcerias com Heavy Love, Gop Tun, entre outros selos undergrounds”, completa Lowndes.

Na agenda de abril já estão confirmados o baile Discopédia, do coletivo formado por: DJ Nyack (Dj do Emicida), Marco (Dj do Criolo) e Dan Dan (Dj da Céu), o festival do selo independente Balaclava, que ocupará todos os andares do edifício com dois palcos e gravações no estúdio, e as festas de “Carnaval” promovidas pelo Bloco das Marinheiras e pela VHS, selo parceiro do PapelPOP.

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