Alguns cuidados necessários para com a alergia

A médica formada pela Universidade Nilton Lins e Pediatra pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Alergologia e Imunologia Pela Faculdade de Medicina do ABC, Joanna Araújo Simões (CRM-AM: 6652) fala sobre alergias/intolerâncias que podem ocorrer com os pequenos. Ela ainda é Titulada e Membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia pela ASBAI e Fellow em Angioedema e Urticária nas Universidades de Heidelberg e Charité – Alemanha e na Universiade de La Paz – Espanha.

Segundo ela, dentre muitas doenças dentro da especialidade, as principais na criança são: rinite alérgica, lactente sibilante “bebê chiador” e/ou asma, dermatite atópica “ressecamento na pele”, estrófulo “alergia a picada de inseto”, dermatite de contato e alergia alimentar.

Com relação as fraldas, ela afirma que há a possibilidade de haver alergias. “Existe a dermatite de contato alérgica a fralda que é uma reação por contato direto entre produto da fralda e a pele e a outra é dermatite da área das fraldas, causada diretamente pelo uso da fralda, piorada pelo atrito com a pele da criança e pelo calor na região. Vale ressaltar que, a troca de fralda deve ser realizada sempre que a mesma estiver suja, para que o contato do PH-ácido da urina não piore as lesões” explica a profissional.

Porém, é preciso saber que a alergia é uma reação do sistema imunológico às proteínas, (proteínas dos alimentos, de ácaros, de pólen, de pelo de animais, etc.). E a intolerância é decorrente da dificuldade do organismo em digerir algumas substâncias. Exemplo comum é a intolerância a lactose, açúcar do leite, devido à diminuição ou à ausência de lactase. Já alergia a proteína do leite de vaca, é uma reação às proteínas do leite (ex.: caseína, alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina).

Já a anafilaxia é uma reação aguda do sistema imunológico por exposição a um alimento, látex, inseto, medicamento, exercício e outros. Levando o aparecimento em alguns minutos ou horas de lesões tipo placas elevadas e avermelhadas na pele (urticária), coceira (prurido), inchaço no corpo e/ou na garganta (edema de glote), hipotensão, vômitos e/ ou diarreia. “Ao suspeitar de uma reação anafilática o paciente deve ser encaminhado a unidade de emergência para ser avaliado e realizar o tratamento necessário” ressalta a médica.

Para finalizar, a médica dá orientações gerais para melhoria do ambiente para as crianças alérgicas.

  • Capa antialérgica no colchão e travesseiro.
  • Não varrer a casa, e sim passar pano úmido.
  • Não utilizar produtos de limpeza domiciliar com cheiros fortes.
  • Não acumular bichos de pelúcias e livros.
  • Não espanar prateleiras, apenas passar panos úmidos.
  • Limpeza do filtro do ar condicionado e ventilador a cada 15 dias.
  • Lavar tapete, carpete e cortina a cada 15 dias.
  • Banho nos animais uma vez na semana e se possível mantê-los tosados.
  • Lavagem nasal diária.
  • Hidratação da pele com hidratante hipoalergênico sem cheiro diariamente.
  • Evitar alimentos com corantes e conservantes.
  • Banho com sabonete neutro ou glicerinado.

Consulte sempre o médico alergista, não faça automedicação sem orientações prévias.

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