A importância de um anestesiologista

Josefa Dantas de Aguiar é médica formada pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), com Residência Médica em Anestesiologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Jo Aguiar, como é conhecida, revela que a anestesia é uma especialidade importantíssima, pois enquanto o cirurgião está com sua atenção concentrada no lugar preciso do corpo que ele corta e costura, o anestesista está com sua atenção concentrada na vida adormecida

“O anestesista vigia os seus processos vitais. Ele cuida para que a vida não vacile enquanto o corpo é cortado. É possível que sua vocação de anestesista tenha nascido de suas experiências esquecidas de sofrimento. Aí ele sentiu que seu destino era lutar contra a dor”, enfatizou.

Em uma entrevista despojada para o site, nossa equipe encontrou uma Jo Aguiar sorridente e de bem com a vida, que contou um pouco mais sobre sua carreira e sobre uma área tão importante da medicina.

1) Por que você escolheu ser anestesista?

Sempre amei a área de Saúde, pois sou filha de uma enfermeira. Mas tenho outra razão especial, quando tinha 11 anos era vizinha de um residente de Anestesia do Hospital Getúlio Vargas, Dr. Luís Ferreira, apaixonado por anestesia e por medicina, me ensinou a ser apaixonada também. Desde que entrei na faculdade nunca pensei em fazer outra especialidade, e hoje somos colegas e sócios da mesma empresa.

2) Qual a importância da anestesia no procedimento cirúrgico?

A primeira atividade médica relatada em livro está nas Escrituras Sagradas que o afirmam “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem” (Gênesis 2:21 e 22). Esse adormecer é um ato de anestesista. Deus não queria que o homem sentisse dor. Uma cirurgia feita sem anestesia é uma experiência de uma brutalidade indescritível. Muitos prefeririam morrer a sofrer os horrores da dor de uma cirurgia sem anestesia. A dor é o que existe de mais terrível na condição humana.  A anestesia é uma especialidade modesta; no entanto, enquanto o cirurgião está com sua atenção concentrada no lugar preciso do corpo que ele corta e costura, o anestesista está com sua atenção concentrada na vida adormecida. Ele vigia os seus processos vitais. Ele cuida para que a vida não vacile enquanto o corpo é cortado. A anestesia pode ser feita de duas formas. A primeira é a anestesia como ato técnico, científico, competente, ato que se executa sobre o corpo da pessoa que vai ser operada. A segunda é igual à primeira, acrescida de um cuidado maternal. O anestesista assume, então, a função do pai e da mãe que cantam canções para espantar o medo enquanto o paciente dorme. Um verdadeiro guardião do sono!

3) Quais são os cuidados para escolhermos um bom médico anestesista?

A anestesia é aplicada por um anestesiologista. Ele tem que ser especializado na área e autorizado de forma legal para exercer a anestesiologia. O anestesiologista é um médico formado por uma faculdade de medicina reconhecida e credenciada pelo Ministério da Educação (MEC), com curso de especialização e treinamento em anestesiologia através de programas e cursos de pós-graduação de três anos intensivos. A Sociedade Brasileira de Anestesiologia e o MEC coordenam e fiscalizam o programa de Residência Médica em Anestesiologia, sendo ao final do curso conferido o titulo de Especialização em Anestesiologia reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina.

4) Como funciona a escolha da anestesia para cada procedimento?

É aconselhável uma consulta pré-anestésica, antes de todo e qualquer procedimento anestésico-cirúrgico. Durante esta consulta, através da história médica pregressa e atual do paciente, tipo de cirurgia a ser realizada, tempo operatório, exames complementares e exame físico é que o anestesiologista pode indicar a melhor técnica de anestesia a ser realizada. Alguns detalhes podem ser explicados a respeito dos procedimentos que serão utilizados para a realização de uma ou outra técnica, trazendo tranquilidade ao paciente e gerando uma relação médico-paciente. São dadas orientações a respeito de jejum pré-operatório. Todas e qualquer alergia ou medicamento em uso deve ser dita ao seu anestesiologista para que ele possa, escolher a técnica de anestesia mais adequada ao seu caso.

5) Quais os tipos de anestesias mais utilizadas?

Os tipos de anestesias mais realizadas são:

Anestesia Geral: Através da administração de medicamentos o paciente é mantido inconsciente, sem dor e imóvel durante todo o procedimento. Está indicada para cirurgias sobre o abdômen superior, tórax, cabeça, pescoço, cirurgias neurológicas e cardíacas. Cirurgias em crianças são realizadas, normalmente com anestesia geral para evitar movimentação brusca durante os procedimentos.  A anestesia geral pode ser aplicada por via venosa, inalatória ou ambas. O anestesiologista é a pessoa que punciona a sua veia, coloca o soro, monitoriza todas as suas funções vitais-como batimentos cardíacos, respiração, pressão arterial, temperatura corporal e etc., mantendo-os normais ou tratando quando estes se alteram, através de monitores e avaliação clínica.

Anestesia Regional: Através da administração de medicamentos obtemos anestesia de apenas algumas áreas do corpo, como por exemplo.

Anestesia Raquidiana:
 realizada com anestesia local, nas costas. O paciente fica com os membros inferiores e parte do abdômen completamente anestesiados e imóveis.

Anestesia Peridural: Também realizada pela adição de anestésicos locais nas costas próximos aos nervos que transmitem a sensibilidade dolorosa. Neste caso é possível se realizar o bloqueio de apenas algumas raízes nervosas ou várias. Como anestesia peridural para mamoplastias, por exemplo, onde o anestesiologista pode anestesiar apenas a região do tórax onde estão localizadas as mamas.

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